sábado, 19 de outubro de 2013

Venda de barbatana de tubarão incentiva matança de golfinhos no Peru

A exportação de barbatanas de tubarão para a Ásia aumentou no Peru e é a principal causa da matança de 15.000 golfinhos por ano, que são usados como isca para caçar os grandes predadores, informou esta sexta-feira o Ministério da Produção.
"Por algum motivo, os asiáticos gostam da barbatana de tubarão", afirmou em entrevista coletiva Paul Phompiu, vice-ministro de Pesca do Ministério da Produção, destacando que a exportação da barbatana de tubarão aumentou 10% nos últimos anos.
Segundo o funcionário, as exportações têm como destino principalmente Japão, Hong Kong, Cingapura e outros países asiáticos, detalhou o funcionário.
Phompiu explicou que existe uma autorização para exportar a barbatana do peixe, mas que a maior extração é feita por pescadores ilegais, que realizam uma "atividade criminosa", que é preciso perseguir e punir.
"Estamos indignados com esta situação; o Peru condena a pesca ilegal de golfinhos e tubarões porque são espécies protegidas", destacou.
Na véspera, a ONG Mundo Azul informou que 15.000 golfinhos são sacrificados anualmente e que sua carne é usada como isca para capturar tubarões.
Segundo a ONG, estima-se que no litoral peruano existam mais de 545 embarcações artesanais que estão acondicionadas para fazer este tipo de caça, que saem no mínimo meia dúzia de vezes ao ano e matam até seis golfinhos em cada incursão.
Atualmente existem 72 embarcações registradas oficialmente para a pesca do tubarão, algumas artesanais e outras industriais, disse Phompiu. Não há números oficiais sobre embarcações ilegais.
Os trabalhos de fiscalização e controle se tornam difíceis por causa da extensão do mar peruano e os pescadores ao chegar ao porto não trazem mais vestígios da pesca ilegal, admitiu.
Ela disse que para deter a matança de golfinhos se deve enfrentar a raiz do problema, que é o controle da comercialização das barbatanas de tubarões, consideradas afrodisíacas pelos orientais.
Para esta finalidade, criaram um Plano Nacional de Ação para os Tubarões, cujo objetivo é agir de "forma firme" a fim de sancionar os infratores, destacou Phoumpiu.
Entre as medidas a ser adotadas estão a restrição temporária da pesca e da comercialização do tubarão, por se considerar o principal incentivo para a pesca indiscriminada de golfinhos.
Outras ações seriam declarar vedadas por tempo determinado e "em casos extremos" a proibição da pesca de golfinhos e tubarões.
O plano de ação propõe a realização de um estudo científico, a cargo do Instituto do Mar do Peru, para determinar as zonas onde é praticada a pesca indiscriminada de golfinhos e tubarões, as características da frota pesqueira e as áreas de reprodução que devem ser intangíveis.
Embora também se utilize a cavala e a lula para pescar tubarões, os pescadores preferem usar a carne de golfinho, segundo afirmam, seu sangue tem um cheiro forte que atrai os tubarões.


Fonte:
AFP - Agence France-Presse
Publicação: 18/10/2013 20:10

http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2013/10/18/interna_internacional,461445/venda-de-barbatana-de-tubarao-incentiva-matanca-de-golfinhos-no-peru.shtml

sexta-feira, 26 de abril de 2013

108 barbatanas de tubarão apreendidas na Costa Rica

As autoridades da Costa Rica apreenderam na quinta-feira 108 barbatanas de tubarão e anunciaram que vão acusar os pescadores responsáveis, noticia a agência EFE.


As barbatanas, que pesavam 40 quilos e são vendidas a cerca de 200 dólares (cerca de 150 euros) por unidade nos mercados asiáticos, estavam a ser transportadas num barco por três nacionais da Costa Rica.
As barbatanas apreendidas correspondem a pelo menos 54 tubarões «que foram assassinados e lançados ao mar apenas para extrair as barbatanas, pois nenhum dos corpos dos animais estava a bordo», indicou em comunicado o vice-ministro da Água e Oceanos da Costa Rica.

Fonte: Diário Digital / Lusa
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=629452

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The Costa Rican authorities seized on Thursday 108 shark fins and announced that they will accuse fishermen responsible, the news agency EFE.


The fins, which weighed 40 pounds and are sold at about $ 200 (about 150 euros) per unit in the Asian markets were being transported on a boat for three national of Costa Rica.

The fins seized correspond to at least 54 sharks' who were murdered and thrown overboard only to extract the fins, because none of the bodies of animals was on board, "he noted in a statement the Deputy Minister of Water and Oceans of Costa Rica.


source: Diário Digital / Lusa
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=629452

domingo, 31 de março de 2013

Documentário Gordon Ramsay

Para aqueles que ainda não viram, segue o link de uma parte do documentário de Gordon Ramsay, Chef inglês e famoso por suas receitas e restaurantes.
Acho excelente a matéria ser produzida por um grande Chef. No documentário, ele mostra o mercado de barbatanas de tubarão em Taiwan, principalmente a sopa,  e também a pesca predatória na Costa Rica, provalvelmente um dos maiores fornecedores da iguaria.
Importante. Após a produção do documentário e vendo a crueldade da prática do finning, Mr. Gordon vestiu a camisa e fundou a Shark Trust. Ong voltada a proteção dos animais. Além disso, conseguiu parar com a venda da sopa em alguns restaurantes da Chinatonw de Londres.
Em breve, teremos o link do documentário completo.
Vejam!

http://www.youtube.com/watch?v=r65FgUYdBOc

Obrigado.

sábado, 30 de março de 2013


Raias e tubarões ganham status de proteção contra comércio de carne


Contrariando o pessimismo que costuma rondar as conferências de meio ambiente das Nações Unidas, a reunião trienal da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora (Cites, em inglês) terminou ontem em Bangcoc, na Tailândia, com ótimas notícias para a biodiversidade marinha.
Cinco espécies de tubarão e duas de raia-manta foram incluídas no chamado Anexo 2 da convenção, o que significa que seu comércio terá de obedecer as regras internacionais de conservação e sustentabilidade, para evitar que elas entrem em risco imediato de extinção. (clique aqui para ler uma descrição dos diferentes anexos da Cites e entender como a convenção funciona).

Quase que simultaneamente, os Ministérios da Pesca (MPA) e do Meio Ambiente (MMA) do Brasil publicaram nesta semana duas instruções normativas (INI-1 e INI-2) proibindo a pesca de raias-mantas e de tubarões da espécie galha-branca-oceânico em águas brasileiras, assim como a comercialização dessas espécies em território brasileiro – mesmo que tenham sido pescadas fora do País.
Ambas as decisões foram muito comemoradas por cientistas e ambientalistas que há anos fazem campanha pela proteção desses animais, seriamente ameaçados pela forma predatória e sem regulamentação com que são pescados no mundo todo.

“Claro que há uma série de poréns sobre como essas decisões vão ser implementadas, mas só o fato de terem sido publicadas já é uma conquista histórica”, disse ao Estado o pesquisador Otto Bismarck Gadig, especialista em tubarões e raias da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
“É uma conquista enorme; um dia muito feliz para nós”, comemorou, também, Guilherme Kodja, diretor do projeto Mantas do Brasil, do Instituto Laje Viva, que atua principalmente na região do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, onde as raias-mantas são vistas com mais frequência no Brasil. “Agora começa o desafio ainda maior, de implementar e fiscalizar essas decisões, para que elas se tornem efetivas e não fiquem apenas no papel.”

“Esse é, talvez, o avanço mais importante para a conservação de raias e tubarões nos últimos dez anos”, declarou em um press release Gregory Stone, cientista chefe para Oceanos da ONG Conservação Internacional, que recentemente ajudou a criar um santuário de raias e tubarões na região de Raja Ampat, na Indonésia. Para a diretora geral da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), Julia Marton-Lefèvre, “as decisões da Cites ajudarão a assegurar a sobrevivência de várias espécies ameaçadas na natureza”.
“É um passo histórico para a proteção dessas espécies”, reforçou Nick Dulvy, do Grupo de Especialistas em Tubarões da IUCN, em nota divulgada pela instituição. “Depois de duas décadas de avanços lentos e fragmentados, os países membros da Cites concordaram em complementar suas leis nacionais de pesca para garantir que o comércio global seja feito de forma sustentável e legal.”

As cinco espécies de tubarão protegidas agora pelo Anexo 2 da Cites incluem o galha-branca-oceânico, o tubarão-golfinho (ou sardo), e três espécies de tubarão-martelo. As duas espécies de raias-manta são a gigante-oceânica e a recifal. Todas são consideradas ameaçadas de extinção, em diferentes graus. A inclusão no Anexo 2 não proíbe a pesca dessas espécies, mas exige que ela seja realizada de forma sustentável, legalmente controlada e obedecendo a limites tecnicamente definidos, de forma a evitar um colapso de suas populações (espécies consideradas já criticamente ameaçadas são incluídas no Anexo 1, em que o comércio é proibido, como no caso dos elefantes africanos).
Martelada brasileira. A proposta referente aos tubarões-martelo, especificamente, foi apresentada à Cites pelo Brasil, representado em Bangcoc pela bióloga Monica Brick Peres, do MMA, apontada por todos os envolvidos como a principal responsável pelo sucesso da iniciativa. “Mesmo depois de muita gente ter jogado a toalha, ela continuou brigando, não desistiu nunca”, elogia Gadig. “A Mônica é, sem dúvida, a grande heroína dessa história toda”, concorda Kodja. Os Estados Unidos já haviam tentando incluir esses mesmos tubarões no Anexo 2 na reunião anterior da Cites, em 2010, porém sem sucesso.

Uma outra instrução normativa proibindo a pesca dessas três espécies de tubarão-martelo no Brasil (além do galha-branca-oceânico) deverá ser publicada em breve. “Estamos apenas discutindo os detalhes finais com o Ministério da Pesca para publicar”, disse ontem o coordenador de Gestão de Recursos Pesqueiros do MMA, Roberto Gallucci.
Segundo Gallucci, o fato de a instrução normativa sobre o tubarão galha-branca-oceânico ter sido publicada nesta semana, junto com a reunião da Cites, foi uma “feliz coincidência”. A proibição, na verdade, foi motivada por uma decisão da Comissão Internacional para Conservação do Atum do Atlântico (ICCAT, em inglês), da qual o Brasil é signatário. A comissão fez uma análise das capturas de galha-branca-oceânico como fauna acompanhante da pesca de atum e concluiu que o tubarões, de fato, estavam sendo colocados em risco por esta pescaria. Por conta disso, todos os países membros do ICCAT receberam a “recomendação” (na prática, uma ordem) de proibir a pesca da espécie. O mesmo para os tubarões-martelos.

FOTO: Tubarão-martela nas Ilhas Galápagos, Equador.

Cobiçados pelas barbatanas. Os tubarões-martelo, assim como o galha-branca-oceânico, estão entre as espécies mais atingidas pela prática de “finning”, uma pesca predatória em que só as barbatanas dos animais são cortadas e comercializadas para produção de sopas na Ásia. Já as raias-mantas são pescadas em alguns países para extração de sua guelras, que muitos asiáticos, principalmente na China, acreditam ter propriedades medicinais.
No Brasil, segundo Gallucci, nem os tubarões nem as raias têm muito valor comercial, mas ambos são vítimas da pesca incidental – em que acabam sendo capturados em redes ou anzóis (da pesca espinhel, por exemplo) de barcos voltados para a pesca de outros peixes oceânicos, como o atum e o espadarte. “Não há pesca direcionada a tubarões no Brasil; eles só são capturados como ‘fauna acompanhante’ de outras pescarias”, afirma Gallucci. O que não significa que eles não precisem de proteção, ressalta ele.

A proibição é importante para garantir a conservação dessas espécies, aponta Gadig, por conta de várias características ecológicas que as tornam extremamente vulneráveis a qualquer pressão de pesca. As raias-mantas, por exemplo, vivem em populações esparsas e tem um ciclo reprodutivo extremamente lento. “Mesmo um número pequeno de raias pescadas pode ter um impacto muito grande nessas populações”, explica o pesquisador.
Segundo o pesquisador Alberto Amorim, do Instituto de Pesca de São Paulo, cerca de 750 espécies de elasmobrânquios (peixes cartilaginosos, incluindo raias e tubarões) são pescadas como fauna acompanhante de todas as modalidades de pesca. “Como exemplo, a pesca atuneira com sede em Santos/Guarujá chegou a capturar cerca de 60% de tubarões em sua produção total, em 1993. Assim, os tubarões e raias são sempre capturados em pequena e/ou grandes quantidades nas diferentes artes de pesca”, explica Amorim, que estava em Bangcoc acompanhando a reunião, como correspondente estatístico da IUCN. “Com a ausência desses grandes predadores, haverá um grave desequilíbrio na natureza, com prejuízos diretos ao homem. No Brasil, país considerado como um dos principais consumidores de carne de cação (a mesma coisa que tubarão), ficará sem esse produto mais barato, que entra na “moqueca baiana” e outros pratos típicos. Fala-se muito sobre o “finning” em todo mundo, mas aqui no Brasil, os barcos nacionais não fazem essa prática, pois a carne de cação tem mercado.”

Uma instrução normativa interministerial do MMA/MPA (IN-14) publicada no ano passada já proíbe o “finning” no Brasil, exigindo que os tubarões sejam desembarcados inteiros, e não apenas suas barbatanas.
“Vivo ou morto”. As Instruções Normativas publicadas nesta semana determinam que: “Os indivíduos de (tubarão galha-branca ou raias-mantas), capturados de forma incidental deverão, obrigatoriamente, ser devolvidos inteiros ao mar, vivos ou mortos, no momento do recolhimento do aparelho de pesca”. Gallucci, do MMA, não prevê impactos econômicos por conta dessas proibições.

“Nenhum pescador depende dessas espécies para sobreviver”, concorda Gadig. “A grande crueldade é justamente o fato de que não há pesca direcionada de tubarões no Brasil, mas mesmo assim eles são pescados em grande quantidade, como fauna acompanhante.” Segundo ele, o fato de as instruções normativas não proibirem a captura desses animais (apenas exigindo que eles sejam devolvidos ao mar “vivos ou mortos”) pode ser um ponto fraco, no sentido de que não impedem a captura inicial; mas, ainda assim, funcionam como um desestímulo importante ao proibir totalmente a comercialização delas em território nacional. “Mesmo que não tenham um impacto econômico grande, não são medidas puramente simbólicas”, diz ele. “Acho que haverá, sim, um impacto na postura dos pescadores.”
Detalhe: as instrução normativa das raias aplica-se a todas as espécies da família Mobulidae (conhecidas por muitos nomes, como raia-diabo), e não apenas às duas espécies maiores de raias-mantas, como no caso da decisão da Cites. Segundo Gadig, seis espécies da família ocorrem na costa brasileira, o que faz do Brasil o País com a maior diversidade de raias desse grupo no mundo.

Estadão

Fonte:  http://www.paraiba.com.br/2013/03/21/25034-raias-e-tubaroes-ganham-status-de-protecao-contra-comercio-de-carne

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Ibama apreende toneladas de barbatanas de tubarão ilegais no Pará

A apreensão do produto é a maior já registrada no Brasil. A empresa responsável foi embargada e multada em quase R$ 3 milhões.
Ibama apreende 7,7 toneladas de barbatanas de tubarão em Belém, PA
(Foto: Divulgação/Ibama)

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu quase 8 toneladas de barbatanas de tubarão em uma empresa de beneficiamento e exportação de pescado no Distrito Industrial de Tapanã, em Belém(PA), nesta sexta-feira (04). Segundo o Ibama, a exportadora enviaria as barbatanas para a China.
A empresa foi embargada e multada em R$ 2,7 milhões, por utilizar recursos ambientais em desacordo com as normas legais, por beneficiar as barbatanas de tubarão sem comprovar sua origem legal e por dificultar a fiscalização do órgão.
Segundo o Ibama, esta mesma empresa já foi autuada diversas vezes pelo Instituto, e acumula mais de R$ 1 milhão em multas desde 2007. De acordo com o registro, a empresa vinha operando como se comercializasse apenas bexigas natatórias desidratadas, que é um subproduto legal da pesca de tubarão.
Os fiscais encontraram as barbatanas ilegais durante uma vistoria realizada na manhã desta sexta-feira (04). "As barbatanas obtidas por meio da pesca predatória também eram negociadas para o exterior e enviadas em meio à carga legal de bexigas", explica o chefe da Divisão de Fauna e Pesca do Ibama no Pará, Leandro Aranha.

Bexigas natatórias também foram vistoriadas pelo Ibama em Belém, PA
(Foto: Divulgação/Ibama)

Como a exportadora não possuía os mapas de bordo dos barcos pesqueiros, nem documentos que comprovassem a venda das carcaças dos animais, o Ibama acredita que a empresa praticava uma modalidade de pesca conhecida como "finning".
Proibida por uma portaria do Ibama, o "finning" ocorre quando o pescador corta apenas as barbatanas e descarta a carcaça do tubarão no mar. Muitas vezes o animal resiste à amputação e é jogado ainda vivo na água, mas não sobrevive.
Pescadores praticam o finning por motivos econômicos, já que transportar um barco cheio de barbatanas, produto muito valorizado no mercado internacional, é mais lucrativo que ocupá-lo com o tubarão inteiro. “Essa prática, além de cruel, está levando algumas espécies de tubarão, como o galha-branca, à extinção", afirma Aranha.

Fonte: http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2012/05/ibama-apreende-toneladas-de-barbatanas-de-tubarao-ilegais-no-pa.html

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Combate ao comércio de barbatanas na América Central

Prática deve ser penalizada em países banhados pelo Mar do Caribe.
Medidas servem para preservar animais marinhos.
Barbatanas de tubarão são vistas em comércio da cidade de Hong Kong, na China. América Central quer pesca de tubarão. (Foto: Aaron Tam/AFP)

Países que integram a Organização de Pesca e Aquicultura da América Central (Ospesca) divulgaram nesta segunda-feira (23) que tomarão medidas para combater a pesca de tubarões e a retirada das barbatanas, com a finalidade de proteger as espécies e evitar o comércio ilegal.

Ações preventivas serão realizadas nos 5.750 km de costa, que compreende o Mar do Caribe e o Oceano Pacífico, indicou a instituição da qual fazem parte países como Guatemala, El Salvador, Nicarágua, Honduras, Costa Rica, Panamá e República Dominicana.

Segundo Mario Gonzalez, diretor da Ospesca, a primeira atitude para coibir a prática foi a proibição do corte da barbatana. Na última semana, Colômbia e Costa Rica concordaram em perseguir e punir aqueles que praticam este método. Ele explicou ainda que o foco será proteger a espécie da prática ilegal. O quilo da barbatana chega a custar U$ 200 no mercado internacional.

24/01/2012 09h30 - Do Globo Natureza, em São Paulo
Link: 
http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/01/america-central-quer-combater-o-comercio-de-barbatanas-de-tubarao.html

domingo, 5 de dezembro de 2010

Tubarões viram "laranja" de traficantes

Traficantes usam tubarões para transportar droga da América Central para os EUA


Uma nova ameaça paira sobre os tubarões nas águas do Oceano Pacífico. A espécie marinha ancestral está sendo usada para enviar cocaína da América Central para os Estados Unidos, passando pelo México. Essa região costeira e marítima se transformou em área de trânsito para a droga produzida na Colômbia, na rota para o mercado norte-americano, o maior consumidor de cocaína do mundo, segundo dados das Nações Unidas.

Em junho de 2009, a embarcação Dover Strait, de bandeira das ilhas Marshall, foi interceptada por autoridades da Costa Rica quando transportava uma carga de tubarões congelados com destino ao México, vindo de Caldera, um porto privado na cidade costarriquenha de Puntarenas. Nas cavidades dos tubarões foram encontrados e apreendidos 894 quilos de cocaína. Um mês depois, a polícia costarriquenha interceptou um carregamento com outros 419 quilos dessa droga, que estavam com um pescador, escondida sob camadas de tubarões e pargos vermelhos.


Parte da carga de tubarões 'recheados' de drogas apreendida
na Costa Rica, com destino ao México


A maior parte do tráfico de cocaína na área acontece por mar, explicou à IPS Carlos Alvarado, diretor-geral do Instituto Costarriquenho sobre Drogas. “Temos de fazer um esforço para trabalhar com uma frota de lanchas rápidas, dentro das 12 milhas de mar territorial” e buscar cooperação internacional além deste limite, afirmou.

Os cartéis de traficantes da Colômbia e do México estabeleceram rotas no Pacífico que partem do país sul-americano e margeiam o litoral centro-americano. A Costa Rica passou a ter um papel específico, com o fornecimento de combustíveis às lanchas rápidas dos traficantes, entre outras tarefas. Uma vez em alto mar, os narcotraficantes pagam o combustível com pacotes de droga aos pescadores. O governo desconhece o valor deste pagamento.

Os portos privados, como o de Caldera, são outro problema fundamental, disse o biólogo costarriquenho Randall Araúz, diretor do Programa de Restauração da Tartaruga Marinha (Pretoma). Randall ganhou o Prêmio sobre Meio Ambiente Goldman 2010 por sua luta contra a retirada da barbatana do tubarão, prática pesqueira que se intensificou na área em aparente conexão com o tráfico desse peixe. Trata-se de capturar o animal, cortar suas barbatanas e devolvê-lo vivo ao mar, onde morre por falta de mobilidade.

Leia mais:
http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=7997

*Com colaboração de Daniel Zueras- Opera Mundi

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

SOS Tubarão

A pesca comercial tem levado o tubarão à beira da extinção


Cerca de 73 milhões de tubarões são mortos todos os anos - cerca de um bilhão a cada década, muitos deles com suas barbatanas decepadas para fazer sopa de barbatana de tubarão, antes de os peixes vivos ainda, serem jogados de volta na água, para morrerem. Apenas cerca de 40 países já implementaram planos de gestão dos tubarões para proteger estes peixes, de que trinta por cento das espécies estão agora sob ameaça de extinção, enquanto outros 47 por cento encaram esta possibilidade.
Paul de Gelder, um mergulhador da marinha australiana, pergunta: "Será que temos o direito de conduzir qualquer animal à beira da extinção antes que qualquer ação seja tomada?"
A resposta é não, não temos o direito, nem devemos, porque há provas claras de que se o tubarão, um dos principais predadores no topo da cadeia alimentar, como os seres humanos, for removido, então irá perturbar o equilíbrio da vida nos oceanos e que isso poderia ter conseqüências extremamente negativas.
Segundo a ONU, os cientistas encontraram uma relação directa entre um declínio das populações de tubarões e um declínio na saúde dos recifes de coral. Parece que sem os tubarões para abaterem os peixes, os corais tornam-se estéreis, são atacados pelas algas e morrem.
2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade, mas é também aquele em que o tubarão, que nada nos nossos mares desde antes que o tempo dos dinossauros, está em vias de extinção devido à pesca excessiva. Desde 1970, certas espécies de tubarões ao longo da Costa Leste dos E.U.A. diminuíram em número cerca de 80%, enquanto na Europa o valor é ainda pior, situando-se em 90%. Algumas espécies do Mediterrâneo, como o anequim, tubarão-sardo, debulhador e tubarões-martelo caíram 97%. Eles estão quase extintos.
Alguns países tomaram medidas muito positivas. Primeira Palau (Oceano Pacífico, 2009), em seguida, as Maldivas (Oceano Índico, 2010) declararam suas águas internacionais santuários para tubarões e atualmente o grupo Pew está trabalhando para a aprovação de uma lei de conservação do tubarão nos E.U.A..
O que precisamos é de uma proibição mundial da remoção das barbatanas de tubarões no mar e para um limite a ser estabelecido sobre o número de tubarões que podem ser capturados. Ora, se estas medidas são universalmente respeitadas e implementadas, é outra questão.
Parece que a humanidade só vai acordar um dia, quando já é tarde demais, quando dizimaram toda a vida à nossa volta e poluíram o planeta além do reparo. Em seguida, será a vez da Mãe Natureza para se livrar de nós e voltar para uma existência em perfeita harmonia.

Pesquisa: UNO, Pew Group, www.sharkalliance.org
Timothy Bancroft-Hinchey
Pravda.Ru
http://port.pravda.ru/science/15-09-2010/30393-sos_tubarao-0

Culinária x Tubarões


Especialistas estimam que 30% das espécies de tubarões podem desaparecer por causa da sua utilização na alimentação


Paul de Gelder, mergulhador da Marinha australiana que perdeu a mão e a barriga da perna direitas no ano passado no porto de Sydney, foi um dos mutilados presentes numa reunião realizada na sede das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque para alertar para a extinção de várias espécies de tubarões. Apesar de terem sido atacadas por tubarões, essas pessoas estão empenhadas na luta pela sua sobrevivência. Sobreviventes dos ataques de tubarões, estimam que o medo que originam é exagerado.
"Estamos a provocar a extinção da população de tubarões apenas por uma tijela de sopa", referiu Paul de Gelder.

Todos os anos, 73 milhões de tubarões são mortos por causa das suas barbatanas, cozinhadas em sopas que são muito consumidas na Ásia. Por esse motivo, algumas espécies estão em vias de extinção, como é o caso do grande tubarão branco.
De acordo com os cientistas, o desaparecimento dos tubarões, que estão no topo da cadeia alimentar, desestabilizará todo o ecossistema marinho.
Quando um predador desaparece, as aves marinhas reproduzem-se e disputam os alimentos com os atuns e outras espécies que também estão ameaçadas de extinção.
Na reunião de Nova Iorque, promovida pelo Pew Environment Group (PEG), concluiu-se que 30% das espécies de tubarões estão ameaçados de extinção. "As ramificações são vastas no ecossistemma marinho", salientou Matt Rand, do PEG.
O PEG luta pelo estabelecimento de quotas de pesca dos tubarões a nível internacional para evitar a sua extinção.

Fonte: DN Ciência - http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1665984&seccao=Biosfera

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Consumo na China levou à matança de 280 mil tubarões no Brasil, diz ONG

Em processo de R$ 1,4 bilhão, empresa brasileira é acusada de exportar ilegalmente barbatanas de animais para mercado asiático.

A demanda por alimentos feitos a partir da barbatana de tubarão na Ásia está sendo apontada como a causa da matança ilegal de 280 mil animais na costa brasileira, nos cálculos de uma organização não-governamental com base em Porto Alegre.

O Instituto de Justiça Ambiental, que fez a estimativa a partir de autos de infração e apreensões do Ibama no Pará, entrou com uma ação na Justiça na qual demanda uma indenização bilionária de uma empresa de pesca por danos ambientais "irreversíveis e incontáveis" na costa paraense.
Os danos se referem à captura ilegal de 25 toneladas de barbatanas de tubarão e bexigas natatórias de animais não identificados, que a ONG acusa uma empresa de processar e revender ilegalmente. A mercadoria seria enviada provavelmente de portos no Rio Grande do Sul para o mercado asiático.
O instituto pede uma indenização de quase R$ 1,4 bilhão. No entanto, diz a ONG, o valor deverá subir à medida que forem apresentados pareceres técnicos sobre todos os ecossistemas afetados no decorrer do processo.

"Nunca ouvimos nada parecido. O que é assustador é que provém de apenas uma empresa. Imaginem então as quantidades que escapam da fiscalização do Ibama/PA", disse o diretor do IJA, Cristiano Pacheco.

"Quase não se fala na área costeira amazônica. Os brasileiros precisam saber que é a mais rica do país em biodiversidade marinha, banhada pela foz do Rio Amazonas."

Iguaria

As barbatanas de tubarão são consideradas uma iguaria na cozinha do leste asiático, e analistas dizem que o aumento da demanda, sobretudo da China, tem incentivado a extração dessa parte do animal para exportação ilegal.
O aumento do consumo do produto também atesta o crescimento do poder de compra dos consumidores chineses. Além disso, a barbatana de tubarão é usada em medicamentos.
Segundo o Instituo de Justiça Ambiental, os animais normalmente têm suas barbatanas retiradas para exportação ilegal e em seguida são jogados de volta ao mar.

"Essa é uma situação extremamente séria e representa apenas uma fração dos tubarões ilegalmente abatidos na costa do Nordeste brasileiro", disse Pacheco.

Dentre os animais abatidos, segundo a ONG, estão espécies marinhas em risco de extinção e vulnerabilidade, como o tubarão-grelha.

"Suprimir os tubarões dessa forma absurda e descontrolada colocará em colapso os ecossistemas marinhos na região, já que o tubarão é topo de cadeia, inventor da seleção natural nos oceanos e habitante deste planeta há mais de 400 milhões de anos."

Em maio, agentes do Ibama no Pará conduziram uma batida na empresa acusada e apreenderam cerca de 3,3 toneladas de barbatana de tubarão e mais 2 toneladas de bexiga natatória de outros peixes. A licença ambiental da empresa só permitia a comercialização de uma tonelada do produto por mês
Segundo declarou o Ibama na época, as barbatanas seriam vendidas a R$ 65 o quilo, enquanto as as bexigas natatórias custariam entre R$ 21 e R$ 81 o quilo.

 
Publicação: Estadão - BBC Brasil
Link: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,consumo-na-china-levou-a-matanca-de-280-mil-tubaroes-no-brasil-diz-ong,589717,0.htm

sábado, 31 de julho de 2010

15 quilos de barbatanas apreendidas no Pará

Fiscais do Ibama multaram em cerca de R$ 221 mil empresas do setor pesqueiro no Pará. Os agentes apreenderam quatro barcos e embargaram cinco estabelecimentos que operavam sem licença ambiental na região de Bragança, a 200 km de Belém. Entre as empresas estavam indústrias de beneficiamento de pescado.

O Ibama também apreendeu cerca de duas toneladas de peixes, principalmente da espécie pescada-amarela, e 15 quilos de barbatanas de tubarão. Segundo o instituto, não havia comprovação de que os produtos tinham origem legal. Os peixes foram doados ao Programa de Erradicação do Trabalho Infantil das prefeituras de Bragança e Vigia.
Na opinião do coordenador da operação, Giovanni Pacelli, da Gerência Executiva do Ibama em Imperatriz, no Maranhão, o índice de irregularidades encontradas foi alto.
- Metade das empresas não tinha Licença de Operação, o que significa que elas não passaram pelo licenciamento ambiental - disse.
Segundo Pacelli, o setor pesqueiro utiliza a amônia para fabricar o gelo usado na conservação do pescado.

- A amônia é tóxica e pode causar sérios danos ao meio ambiente. O seu uso deve ser bem controlado, especialmente no momento do licenciamento da empresa, pois acidentes podem causar poluição do ar e, em caso de vazamento no rio, provocar mortandade de peixes e contaminação da água - disse.

Fonte: O Globo
Link:
http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2010/07/30/ibama-multa-embarga-empresas-de-pescado-no-para-917285585.asp

domingo, 18 de julho de 2010

População de Tubarões Limão cresce em Noronha

Espécie é vista com mais frequência ao redor da ilha. Medidas de preservação e tolerância da espécie ao calor podem ser a explicação


Da Redação do pe360graus.com

Segundo uma pesquisa da União internacional para a conservação da natureza, os tubarões-limão estão em situação vulnerável nos oceanos do planeta. Mas não é o que acontece em Fernando de Noronha – esta é a espécie vista com mais frequência ao redor da ilha. Há 16 anos o engenheiro de pesca Leonardo Veras.

O incansável observador de tubarões revela uma nova descoberta: o número de tubarões-limão está crescendo em Fernando de Noronha, num reflexo direto do aquecimento das águas dos oceanos. As explicações, para ele, são as medidas de proteção e o fato dessa espécie ter mais tolerância à água quente.
Leia mais:  http://pe360graus.globo.com/noticias/cidades/meio-ambiente/2010/07/17/NWS,516999,4,77,NOTICIAS,766-NA-CONTRAMAO-PLANETA-POPULACAO-TUBAROES-LIMAO-CRESCE-NORONHA.aspx

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Golfinhos usados como isca de tubarões

EcoAgência > Notícia

Direitos dos Animais
Quarta-feira, 23 de Junho de 2010

Sea Shepherd Brasil busca condenação dos culpados pelo massacre de 83 golfinhos em Macapá

Na última audiência que acontece amanhã, o réu, Sr. Jonan Queiroz de Figueiredo, proprietário das embarcações acusadas de praticarem a carnificina de golfinhos no estado, confessou que os 83 golfinhos massacrados em 2007 foram entregues, em alto mar, para uma embarcação de pesca para utilização como isca de tubarão.


Foto Reprodução Sea Shepherd Brasil
Por Guilherme Ferreira – Jornalista do Instituto Sea Shepherd Brasil
Foto ilustrativa, golfinhos em Taiji

Nesta quinta-feira, dia 24 de junho, às 9h, em Macapá (AP), ocorrerá a segunda audiência do caso dos golfinhos, utilizados como isca na pesca ilegal de tubarões, na 2ª Vara da Justiça Federal de Macapá. Será ouvido o Superintendente da Polícia Federal do Amapá, a Polícia Ambiental, a Secretaria da Fazenda e Instituto de Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Estado do Amapá.
Na última audiência o réu, Sr. Jonan Queiroz de Figueiredo, proprietário das embarcações acusadas de praticarem a carnificina de golfinhos no estado, confessou que os 83 golfinhos massacrados em 2007 foram entregues, em alto mar, para uma embarcação de pesca para utilização como isca de tubarão.

“A primeira audiência ocorrida dia 12 de abril revelou que os golfinhos foram utilizados como isca de tubarão. Temos informação de um mercado ilegal intenso de barbatanas de tubarão nesta região”, afirma Cristiano Pacheco, diretor executivo do Instituto Justiça Ambiental IJA e diretor jurídico voluntário da Sea Shepherd Brasil.

Entenda o caso:

Instituto Sea Shepherd Brasil expõe esquema de pesca ilegal de golfinhos e tubarões no Amapá
Na audiência realizada segunda-feira, dia 12 de abril, em Macapá (AP), foi provado que mais de 80 golfinhos foram massacrados e utilizados como isca na pesca ilegal de tubarão
A audiência pública ocorreu na 2ª Vara Federal do Amapá e contou com a presença de representantes do Ministério da Pesca, Marinha do Brasil, Ibama do Amapá, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA), o réu Jonan Queiroz de Figueiredo (proprietário das embarcações responsáveis pela pesca de golfinhos), Cristiano Pacheco (diretor jurídico do Instituto Sea Shepherd Brasil) e o Dr. Antônio Philomena (oceanógrafo voluntário da Sea Shepherd Brasil).
A audiência iniciou com o depoimento do réu, Jonan Queiroz de Figueiredo, proprietário das embarcações apreendidas. O diretor jurídico voluntário da Sea Shepherd Brasil, Cristiano Pacheco, fez mais de dez perguntas relacionadas à pesca ilegal de golfinhos e a veracidade da alegação do réu, que afirmava que os cetáceos haviam sido pegos por acidente.
O Dr. Antônio Philomena, formulou perguntas técnicas, afirmando ao Juiz que “dificilmente 83 golfinhos ficariam emaranhados acidentalmente em uma rede de malha. Ao que tudo indica, não houve emaranhamento dos animais, assim como, a captura não foi acidental”, ponderou Philomena.

“O depoimento do Sr. Jonan foi a parte mais difícil. Depois de algumas perguntas diretas e incisivas o réu confessou que os 83 golfinhos massacrados em 2007 foram entregues, em alto mar, para uma embarcação de pesca para utilização como isca de tubarão. Desconfiávamos desta ação mas, uma confissão pública, em juízo, foi um choque”, afirma Pacheco.

“Os golfinhos são mamíferos especiais, dotados de inúmeros talentos e inteligência comprovada. O Brasil é referência mundial na proteção de cetáceos. Saber que estão sendo utilizados como isca de tubarão para uma atividade clandestina e mafiosa que atende ao mercado asiático, é uma vergonha para nós cidadãos e conservacionistas. Além do massacre cruel, ilegal e inaceitável, estes notáveis animais ainda estão servindo de isca de tubarão, fato que o Ibama e o governo do país deveriam conhecer e reprimir. A Sea Shepherd Brasil estará atenta ao desenrolar deste caso e sempre que golfinhos estiverem em risco a Sea Shepherd estará presente na sua defesa”, afirma Pacheco.

O representante do Ibama afirmou que é comum o surgimento de embarcações pesqueiras asiáticas, japonesas e norueguesas na área costeira do Amapá, em especial na região do Oiapoque, onde a fiscalização é praticamente nula e os recursos marinhos são fartos. Afirmou também, que é comum embarcações nacionais prestarem serviços de pesca para embarcações estrangeiras, de forma irregular e sem qualquer fiscalização.
O cenário apresentado na audiência expôs o total descaso com os ecossistemas marinhos na costa do Amapá, uma das regiões costeiras mais ricas do país em biodiversidade. O réu, mesmo sendo conhecedor da atividade profissional da pesca e proprietário de uma grande embarcação, afirmou “não conhecer” a distância legal mínima da costa permitida para a pesca motorizada com rede. O Ibama afirmou que a pesca marinha no estado é descontrolada, não há efetivo nem aparelhamento mínimo para a fiscalização.

Instituto Sea Shepherd Brasil - EcoAgência
http://www.ecoagencia.com.br/index.php?open=noticias&id=VZlSXRlVONlYHZFSjZkVaN2aKVVVB1TP

segunda-feira, 31 de maio de 2010

3,3 t encontradas pelo Ibama

Prontas para serem exportadas.


Desta vez o saldo foi de cerca de 3,3 toneladas de barbatana de tubarão e mais 2 toneladas de bexiga natatória de outros peixes. Todo este volume foi apreendido esta semana, em Belém (PA), por agentes das divisões de Fauna e Pesca e de Fiscalização de Superintendência do Ibama no Estado.

Detalhe: o material já estava em fase de processamento para exportação no frigorífico Sigel, cuja licença ambiental permitia a comercialização de uma tonelada do produto por mês. A empresa informou, por telefone, que não ia se manifestar a respeito.

Segundo Leandro Aranha, coordenador de fiscalização do órgão federal no Estado, falta rigor na lei para proteger os tubarões. "A legislação é muito permissiva e a gente precisa intensificar a fiscalização", disse. A fiscalização, segundo ele, sabe que os pescadores geralmente cortam a barbatana e jogam o tubarão de volta ao mar, onde eles morrem. "Mas temos muita dificuldade para provar isso", salienta.

A barbatana de tubarão tem alto valor no mercado internacional. Segundo Aranha, a nota fiscal apreendida no frigorífico (destinada a um país da Ásia) indicava o preço de R$ 65 por quilo de barbatana. O produto geralmente é usado na preparação de sopas e medicamentos.
Já as bexigas natatórias custariam entre R$ 21 e R$ 81 o quilo, dependendo da espécie. A exportadora, que recebeu três multas no valor de R$ 211 mil e responderá criminalmente, não tinha registro de pesca e nem certificado de regularidade junto ao Ibama.

27/05/2010 - 09:24

fonte: Globo Amazônia
http://eptv.globo.com/emissoras/emissoras_interna.aspx?300269

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Do Pará para o Japão

Ibama apreende no Pará 1 tonelada de bartana de turbarão que iria para o Japão



Plantão
Publicada em 20/04/2010 às 19h00m - Portal Globo


BELÉM - Uma tonelada de barbatana de tubarão que seria exportada para o Japão foi apreendida, nesta terça-feira, no porto de Belém. De acordo com o Ibama, a carga está avaliada no mercado internacional em cerca de R$ 30 mil. O proprietário da exportadora foi multado em R$ 52 mil. As embarcações que pescaram os animais também serão autuadas. Toda a carga ilegal será destruída.
O carregamento de barbatanas, já congelado, estava num contêiner pronto para ser embarcado. Mas os fiscais detectaram irregularidades na documentação de origem do produto, como os mapas de bordo dos barcos responsáveis pela captura dos tubarões.
A atividade de pesca e comércio da espécie vem sofrendo críticas de ambientalistas. As barbatanas têm valor comercial muito superior ao restante da carcaça, por isso, em alguns casos, ocorre apenas a retirada da barbatana e o descarte do animal no mar, o que é proibido pela legislação ambiental.

- Esta atividade necessita de um controle rigoroso para que possamos ter segurança que a pesca comercial não está ameaçando as espécies de tubarão da costa brasileira, algumas delas já ameaçadas de extinção - explica Rita Barreto, analista ambiental da Divisão de Fauna do Ibama no Pará.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Consumo de barbatana de tubarão em Minas

Dessa vez é o restaurante Udon, em Minas Gerais.

“O mercado da alta gastronomia se expande há cinco anos em Belo Horizonte. Para abastecer o Udon, usamos produtos premiun, seja nacionais ou importados. Compramos direto de fornecedores japoneses ou brasileiros e os negócios não param de crescer. Dependendo do produto, como barbatana de tubarão, o retorno chega a superar os 70% ao ano”, afirma o sócio-proprietário da Rede Gourmet, João Emilio Gonçalves Soares.

Precisamos trabalhar muito e educar as pessoas contra o consumo. Se não for consumido, eles não vendem.


Matéria do site UAI:
Gastronomia de luxo impulsiona lucros do comércio especializado em BH

Tetê Monteiro - Estado de Minas
Publicação: 18/04/2010 07:51

Para quem se interessar em ler toda a matéria:  http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2010/04/18/noticia_economia,i=156137/GASTRONOMIA+DE+LUXO+IMPULSA+LUCROS+DO+COMERCIO+ESPECIALIZADO+EM+BH.shtml

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Animal proibido continua ainda a ser alimento muito comido

por BRUNO ABREU
DN Ciência




Animais como o esturjão, o atum-vermelho ou vários tipos de tubarões estão em perigo de desaparecer, mas nem assim se deixa de os incluir em pratos que muitas vezes são considerados iguarias de luxo. Ambientalistas avisam que só não comprando podemos evitar o desastre.

Os pescadores puxam um grupo de tubarões-azuis para dentro do barco. Com a ajuda de facas, cortam a cada um deles as quatro barbatanas. Depois, os corpos são deitados de volta ao mar onde, incapazes de nadar, vão afundar-se e morrer. O destino das barbatanas será o mercado asiático, como Hong Kong, onde o sofrimento dos tubarões vale 520 euros o quilo.
A gula é implacável também com outras espécies, como o esturjão, as enguias e o atum-vermelho, que sofrem já problemas de redução de stocks e a ameaça da extinção.
Um exemplo português é o meixão. Estas crias da enguia-europeia só podem ser pescadas no rio Minho. Apesar disso, são capturadas ao longo de toda a costa portuguesa, sem a preocupação de que daqui a umas décadas as enguias-europeias - e consequentemente o meixão - possam deixar de existir. A razão: um quilo destas enguias bebés, também conhecidas por angulas, chega a custar mais de mil euros nos restaurantes espanhóis.
"Às pessoas nem lhes passa pela cabeça se estão a fazer bem ou mal quando compram alimentos provenientes de animais em perigo de extinção. Compram porque podem e têm dinheiro", reage ao DN Hélder Spínola, da associação ambientalista Quercus. O caso dos tubarões é sintomático: caçados apenas pelas barbatanas, que vão servir de alimento de luxo em ocasiões de festa nos países asiáticos, espécies como o tubarão-tigre ou o tubarão-azul têm a sua existência ameaçada pela sobrepesca.
O sushi também tem sido notícia nos últimos tempos por utilizar atum-vermelho na sua confecção. A demanda deste peixe - considerado o rei da comida japonesa - está a acabar com os stocks. Há pesca um pouco por todo o mundo e mesmo com os avisos de que as populações poderão extinguir-se, não há quem pare o seu comércio - nem mesmo as autoridades mundiais que estiveram reunidas no mês passado no Qatar na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção.
Também no mar, a caça à baleia teve de ser controlada para que não se extinguissem, uma vez que eram caçadas intensivamente: em 1930 caçavam-se 50 mil baleias por ano e por volta de 1950 as reservas estavam a diminuir drasticamente. Foi em 1986 que a baleação comercial foi proibida. Mas, em 1993, a Noruega considerou a lei não válida e voltou a caçar. O Japão faz o mesmo justificando-a com a investigação científica - as baleias caçadas para a ciência podem ser vendidas para não serem desperdiçadas.
O caviar também é um caso conhecido. A própria União Soviética e o Irão, a partir de 1950, tomaram medidas ecológicas para manterem as reservas de esturjão no mar Cáspio, preocupados com a direcção descendente que os stocks deste peixe tomavam.
"As pessoas têm de perceber que só elas podem acabar com isto. Não comprar é a primeira medida a tomar para que não se venda", diz o ambientalista da Quercus, pois sem compradores o mercado irá acabar por reduzir até se extinguir. "Se ninguém comprar, também ninguém vai caçar ou pescar", esclarece. Isto porque até "se podem fazer regulamentos determinando os tamanhos, mas enquanto o consumidor quiser irá haver sempre quem o capture e venda, mesmo que seja ilegal".

O que não se come na China?

No gigante asiático, não é tão fácil distinguir entre o que é comestível e o que não é para ser comido


Por Lívia Barbosa
Todo antropólogo aprende que uma das categorias básicas da cozinha de qualquer sociedade é a distinção entre comestível e não comestível. No Brasil é fácil se fazer essa distinção, mas na China quase impossível de se identificar o que não se come. Os próprios chineses têm consciência do avassalador apetite que possuem por tudo aquilo que cresce, se mexe, nada ou voa. Daí dizerem que se anda e não é carro, voa e não é avião e nada e não é navio, se come.

Para a nossa sensibilidade visual e gustativa, identificar e escolher entre uma miríade de cores, formas e texturas estranhas sem ajuda de um local é uma verdadeira aventura: "se errar já era". Não existem menus em inglês em todos os lugares com explicações sobre o que você irá enfrentar. Sopa de ninho de andorinha, testículos de todos os animais que se possa imaginar, barbatanas de tubarão, espetinhos de insetos diversos, formas marinhas gelatinosas não identificáveis entre outros são engolidos com gosto e sem hesitação pelos chineses.


Época Negócios - leia mais:  http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI129405-16367,00-COMIDA+E+ALIMENTACAO+NA+CHINA.html

quarta-feira, 24 de março de 2010

Convenção protegerá uma única espécie de tubarão entre quatro propostas




Ter, 23 Mar, 04h59


Fonte: Yahoo Notícias

DOHA (AFP) - Uma única espécie de tubarão entre quatro propostas, a anequim, obteve nesta terça-feira a proteção da CITES, a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção, que autorizará o seu comércio internacional controlado.

Por 86 votos a 42 (em votação secreta), os Estados-membros da Convenção decidiram que este tubarão ('Lamna nasus'), pescado sobretudo em águas temperadas e considerado "em risco" no Atlântico nordeste, não poderá ser inserido no mercado internacional a menos que acompanhado de opiniões destacando que seu comércio não ameaça a sobrevivência da espécie.
A conferência da CITES rejeitou nesta terça-feira colocar sob sua proteção duas espécies de tubarões - o tubarão martelo e o galha-branca -, depois de ter recusado proteger outras duas espécies de grande valor comercial, como o atum vermelho do Atlântico oriental e o coral vermelho.
Por 75 votos a favor e 45 contra, a proposta de Estados Unidos e Palau para inserir o tubarão martelo ('Sphyrna lemini') no Anexo II da CITES - que permitiria regular as exportações - foi rejeitada ao não obter os dois terços de votos necessários.
 Instantes depois, outra proposta dos mesmos países, relativa ao galha-branca ('Carcharhinus longimanus') também foi rejeitada por 75 votos a favor e 51 contra.
Todas as espécies foram propostas no Anexo II da convenção, que autoriza as exportações sob a condição de que ocorram de forma a não prejudicar a espécie.
A União Europeia, autora da proposta de inscrição, junto com Palau, lembrou que no ano passado fechou suas peixarias de tubarão anequim, procurado por sua carne e barbatanas.
A inscrição deste peixe já tinha sido proposta, sem sucesso, na conferência anterior, celebrada em 2007. O Canadá, que se opôs na ocasião, explicou nesta terça-feira ter apoiado a proposta desta vez devido à "falta de progressos" na gestão desta pesca pelos organismos profissionais regionais.

segunda-feira, 15 de março de 2010

90% já foram mortos

Segue a indicação de 2 vídeos:

http://www.youtube.com/watch?v=xysF2zyxn-s


http://www.youtube.com/watch?v=GN23hZqccR8&feature=related

À direita, em vídeos relacionados, vocês encontraram muito mais vídeos. Nada agradável, mas é importante vermos.

sexta-feira, 12 de março de 2010

China, importante mercado para barbatanas de tubarões e marfim

Comércio de atum vermelho, elefantes e tigres pode ser proibido.

Fonte: Último Segundo



O atum vermelho pescado para fazer sushi, os elefantes perseguidos pelo marfim e a criação de tigres na China para a medicina tradicional encabeçam a agenda da conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Silvestres (CITES), que começa neste sábado, em Doha, capital do Qatar.
Os 175 membros da CITES, que se reúnem sob a égide da ONU entre 13 e 25 de março, se preparam para fortes polêmicas sobre a forma de proteger a frágil biodiversidade, cujo valor comercial está na origem de ataques cada vez mais intensos.
Até agora, este fórum era mais conhecido pelas medidas adotadas para restringir o comércio de espécies simpáticas como os grandes felinos, os símios e os elefantes.
Mas, desta vez, pela primeira vez uma espécie marinha - o atum vermelho (Thunnus thynnus) - estará no papel de protagonista.
Apesar das cotas autoimpostas pelos produtores, a pesca intensiva tem reduzido consideravelmente as reservas de atum, fazendo-as despencar em até 80% no Mar Mediterrâneo e no Atlântico Ocidental desde 1970.
Graças a Mônaco, Estados Unidos e União Europeia (UE), cresce a pressão para que este peixe seja incluído no Apêndice I da lista da CITES, somando-o a espécies célebres como o gorila das montanhas e o leopardo da neve.
"Tratar espécies marinhas de grande valor comercial - um negócio de bilhões de dólares - é um grande passo para a CITES", afirmou Sue Lieberman, diretora de política internacional do Pew Environment Group, em Washington.
A indústria pesqueira tem sido responsável por manter reservas de atum vermelho desde os anos 60. No entanto, segundo Lieberman, as populações desta espécie têm caído ano a ano.
"Outros dois a cinco anos de pesca excessiva e elas não se recuperarão", disse Lieberman, em uma entrevista na capital americana.
O Japão, o principal mercado do atum vermelho, se opõe radicalmente à sua proibição e já está mexendo os pauzinhos para bloquear os dois terços de votos necessários para que a proposta seja aprovada. O país também ameaçou ignorar a proibição, caso ela passe.
Outras espécies marinhas serão estudadas para sua eventual inclusão no Apêndice II, que as regula, mas não proíbe seu comércio transfronteiriço.
Estas abrangem oito espécies de tubarão, bem como os corais vermelho e rosado, cobiçados pelos joalheiros.
Tanzânia e Zâmbia, que apresentaram uma moratória de nove anos sobre o comércio do marfim depois de uma venda maciça de reservas por outros quatro países africanos, em 2008, se comprometeram a fazê-lo novamente.
China e Japão, os principais mercados para as presas de elefante, provavelmente apoiarão a medida.
Mas dezenas de outros países africanos, como o provável apoio da Europa, tentarão estender a proibição a 20 anos.
Diferentemente de muitos fóruns de negociação das Nações Unidas, o alinhamento dos interesses nacionais pode evoluir de uma proposta para outra.
Estados Unidos e Europa vêm o atum como uma causa comum, mas não estão de acordo, por exemplo, quanto ao urso polar, caçado legalmente pelos povos indígenas do Ártico, que com frequência vendem a pele do animal. Os Estados Unidos pediram que a espécie fosse incluída na lista do Anexo I.
A China, por sua vez, estará na posição de acusado em várias situações. O fórum examinará uma resolução destinada a condenar a criação de tigres, praticada unicamente na China. O país mais populoso do mundo também é um importante mercado para o marfim e as barbatanas de tubarão.
No caso de muitas propostas apresentadas, alguns poucos países são afetados diretamente, o que cria uma situação na qual as várias partes trocam favores e votos... Ou mais, segundo veteranos da CITES.
"Há corrupção e, naturalmente, há governos corruptos", resumiu Lieberman, uma ex-negociadora americana vinculada à CITES durante mais de 20 anos.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Lixo jogado nos oceanos está na dieta do tubarão-azul

Entre os anos de 1992 e 1999, o oceanógrafo Teodoro Vaske Júnior acompanhou navios de pesca ao longo da costa do Nordeste brasileiro. As embarcações utilizavam o espinhel oceânico, sistema de anzóis estendidos por uma corda de dezenas de quilômetros de extensão apoiada em boias.
Os espinhéis eram estendidos em alto-mar com iscas em seus anzóis para serem depois recolhidos com os peixes. Vaske notou que, entre os animais capturados, estavam exemplares de tubarão-azul (Prionace glauca).
O pesquisador solicitou então aos pescadores o estômago dos exemplares da espécie, órgão que costumava ser descartado por eles. O objetivo era analisar os conteúdos estomacais em laboratório.
Vaske repetiu a análise na região sul do Atlântico brasileiro entre março de 2007 e março de 2008. No total, foram examinados estômagos de 222 tubarões-azuis – 116 na costa nordestina e 106 capturados na porção sul do litoral brasileiro.
O levantamento inédito no Brasil foi publicado na revista Biota Neotropica, e, além de contribuir para aumentar o conhecimento sobre a espécie, trouxe informações sobre uma rica fauna marinha que habita águas profundas e é muito difícil de ser coletada.

– Dos estômagos dos tubarões saem verdadeiras maravilhas, como alguns animais só encontrados em grandes profundidades –, disse o pesquisador da Universidade Estadual Paulista (Unesp) no Campus Experimental do Litoral Paulista, em São Vicente (SP).

Entre os animais mais encontrados durante a pesquisa estão espécies de lulas do gênero Histioteuthis, que fazem migrações verticais ao longo da coluna d’água oceânica. Essas lulas foram encontradas em tubarões coletados tanto na porção nordeste como na sul do Atlântico brasileiro.
Ao todo, o estudo registrou 51 diferentes espécies de animais retirados do interior dos tubarões sendo: 20 de peixes, 24 de cefalópodes, dois crustáceos e cinco espécies de outros grupos.
Presente nos três grandes oceanos, Atlântico, Índico e Pacífico, além do mar Mediterrâneo, Prionace glauca é a mais abundante espécie de tubarão oceânico do planeta. Isso se deve, principalmente, à sua numerosa prole, de acordo com Vaske.
Enquanto outras espécies costumam gerar até cinco filhotes, o tubarão-azul produz entre 40 e 60 filhotes por vez. Todavia, essa característica não livrou a espécie de ser ameaçada.
O pesquisador da Unesp conta que o consumo da barbatana em países do Sudeste Asiático elevou o preço da iguaria e incentivou a pesca predatória de várias espécies de tubarão. Pesqueiros especializados costumavam decepar a barbatana e devolver as carcaças dos animais ao mar, prática que foi posteriormente proibida no Brasil.
Hoje, o tubarão-azul é catalogado como espécie “quase ameaçada” na lista vermelha da União Internacional pela Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais. É o quinto nível da tabela antes da extinção da espécie.
O mapeamento da alimentação do tubarão-azul na costa brasileira pode ajudar a entender melhor os hábitos das suas populações do Atlântico Sul bem como estabelecer a trajetória de sua jornada para a reprodução.
A espécie perfaz um ciclo no qual percorre em sentido horário todo o Atlântico Sul aproveitando-se de correntes marinhas. O artigo de Vaske relata que a cópula é feita nas águas do litoral sul do Brasil, entre os meses de dezembro e fevereiro.

Leia toda a matéria:  http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=165040
Fonte:  Jornal Correio do Brasil

terça-feira, 9 de março de 2010

Precisamos Apoiar a Proteção da CITES aos Tubarões

Na próxima semana, a Convenção CITES*, que determina restrições ao comércio internacional de espécies de fauna e flora ameaçadas de extinção, estará considerando incluir, entre as espécies sob sua proteção, oito espécies de tubarões ocorrentes no litoral brasileiro. As propostas podem ser vistas em http://www.cites.org/eng/cop/15/prop/index.shtml .

São elas:

Carcharhinus longimanus – Tubarão-galha-branca oceânico – Na Lista Vermelha da IUCN e na Lista do IBAMA

Carcharhinus obscurus – Cação-fidalgo – Na Lista Vermelha da IUCN

Carcharhinus plumbeus – Cação-galhudo – Na Lista Vermelha da IUCN

Lamna nasus – Cação-marracho – Na Lista Vermelha da IUCN

Sphyrna lewini – Tubarão-martelo-de-ponta-preta – Na Lista Vermelha da IUCN e na Lista do IBAMA

Sphyrna mokarran – Tubarão-martelo-grande

Sphyrna zygaena – Tubarão-martelo – Na Lista Vermelha da IUCN e na Lista do IBAMA

Squalus acanthias – Cação-espinho – Na Lista Vermelha da IUCN


As tentativas de saber qual a posição que o governo brasileiro vai levar à CITES sobre estas espécies têm sido infrutíferas. Fontes no Ministério do Meio Ambiente (MMA) dizem que a posição deles é a favor, mas que o Ministério da Relações Exteriores (MRE) se recusa a tomar posição em função de pressões do Ministério da Pesca. Ainda dá tempo de pressionar o MRE, mostrando a posição da parcela da sociedade brasileira preocupada com as questões ambientais.

Solicitamos a todos que se preocupam com o meio ambiente marinho que enviem um e-mail à Divisão do Meio Ambiente – DEMA do Ministério das Relações Exteriores, que é quem coordena nossa delegação na CITES, requerendo o

APOIO INTEGRAL DO BRASIL às propostas de inclusões das espécies de tubarão nas restrições de comércio internacional da CITES.

O e-mail é: dema@mre.gov.br


SUGESTÃO DE TEXTO

À Divisão do Meio Ambiente – DEMA do Ministério das Relações Exteriores.

Prezados Senhores,


Na próxima semana, a Convenção CITES estará considerando incluir, entre as espécies sob sua proteção, oito espécies de tubarões ocorrentes no litoral brasileiro que estão na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção da IUCN e na lista de Espécies Ameaçadas ou Sobre-explotadas do IBAMA.


Quero aqui manifestar, como cidadão brasileiro, meu APOIO INTEGRAL às propostas de inclusões das espécies de tubarão nas restrições de comércio internacional da CITES.


Por Marcelo Szpilman
O Projeto Tubarões no Brasil (PROTUBA)



* CITES - Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção, a qual tem por objetivo controlar o comércio internacional de fauna e flora silvestres, exercendo controle e fiscalização especialmente quanto ao comércio de espécies ameaçadas, suas partes e derivados com base num sistema de licença e certificados. A CITES foi assinada por 21 países em 1973, na cidade de Washington. Desde essa data mais 130 países aderiram a esta convenção. O Brasil passou a ser signatário a partir do Decreto nº 76.623, de 17 de novembro de 1975.

A CITES regulamenta a exportação, importação e reexportação de animais e plantas, suas partes e derivados, através de um sistema de emissão de licenças e certificados que são expedidos quando se cumprem determinados requisitos. Um dos requisitos para expedição de licenças é se determinado tipo de comércio prejudicará ou não a sobrevivência da espécie.

Blog do Mergulhador

Confira as novidades do blog:

http://diverscrm.blogspot.com/

O blog é bem completo e também uma grande ferramenta de informações e matérias sobre mergulho.
Vale a pena conferir.
Parabéns a Cristina Zunino!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

VOCÊ TEM MEDO DE TUBARÃO?

Já pensou que isso pode ser uma fobia provocada por mitos e inverdades?
      

Por Marcelo Szpilman*

No dia 7 de fevereiro de 2010, um domingo de sol em Guajará-Mirim (RO), enquanto brincava com seu irmão em uma área reservada para banhistas de um igarapé, uma menina de 11 anos foi atacada por uma jacaré-açu. O animal abocanhou sua vítima, mergulhou e desapareceu. Essa notícia, e como ela foi veiculada, mostra bem o tratamento desigual nos casos de ataque de animais ao homem. E está-se falando aqui da divulgação da notícia e de seu poder de causar pavor.

A notícia em questão foi veiculada através de uma pequena chamada na versão online do Jornal O Globo (veja link abaixo), o que é absolutamente normal. Porém, se tivesse sido um ataque fatal de tubarão, provavelmente a notícia estaria na primeira página da versão impressa desse e de outros jornais. Cabe aqui lembrar dois episódios que ilustram muito bem esse tratamento diferenciado. No final do verão de 2003, o avistamento de dois tubarões nadando na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e sua divulgação, geraram falsos alarmes de ataque de tubarão, medo e insegurança e a veiculação da manchete “cuidado, tubarões estão rondando as praias do Rio”. Nesse mesmo ano, um cidadão estava andando no Centro do Rio de Janeiro e um martelo de obra caiu na sua cabeça e o matou. A manchete “cuidado, martelos estão caindo no Centro do Rio”, se tivesse sido publicada, seria motivo de piada. No entanto, a probabilidade de outra pessoa morrer com um martelo caindo em sua cabeça é infinitamente maior do que atacada por um tubarão nas praias do Rio de Janeiro, onde houve somente 9 ataques nos últimos 90 anos.

Quanto ao poder de causar pânico, nada se compara com o ataque de um tubarão. Na Tanzânia, Moçambique e Etiópia, anualmente, dezenas de pessoas são atacadas e devoradas por leões. Na Índia, os tigres fazem o mesmo. No Egito, cães selvagens atacam centenas de pessoas todos os anos. Elefantes atacam e matam dezenas de pessoas na África, mas ninguém tem fobia de elefante. O melhor amigo do homem é responsável por milhões de ataques e centenas de mortes ao redor do mundo e, com exceção dos que já foram atacados, poucos têm fobia de cachorro. No entanto, a maioria das pessoas, mesmo aquelas que nunca viram o mar, têm fobia de tubarão. Incrível, não?

Bom, e onde eu quero chegar com isso? A pretenção desse artigo é tentar desmitificar essa imagem sensacionalista e irreal. Tentar convencê-lo de que o tubarão não é o famigerado “terror dos mares”. Acredito que Netuno torça para que eu consiga.
Ao entrar no mar, é bem verdade, passamos a compartilhar o ambiente natural desses extraordinários predadores, mas, ainda assim, somente circunstâncias muito especiais costumam ocasionar um ataque ao ser humano. Na realidade, ataques de tubarão ao homem são eventos absolutamente raros em quase todo o mundo. São tão improváveis e inusitados que podemos chamá-los de incidentes.
Das 400 espécies que habitam os oceanos do Planeta, os registros demonstram que somente três são perigosas e realmente podem atacar de forma não-provocada, inclusive no litoral brasileiro. São elas: o tubarão-branco, o tubarão-tigre e o tubarão cabeça-chata. Mas deve-se esclarecer que, fora os ataques motivados por essas circunstâncias especiais, como erros de identificação ou invasão de território, não se sabe exatamente por que essas espécies podem agir desta forma, pois se nós humanos realmente representássemos uma presa apetitosa aos seus olhos, haveria muito poucas praias seguras ao redor do mundo e os ataques seriam diários e contados aos milhares.
O vasto e misterioso oceano sempre foi um elemento provocador de um medo mítico. Se nos tempos das grandes navegações temia-se os dragões e polvos gigantes, os tubarões são, seguramente, os seres marinhos mais temidos e respeitados no mundo contemporâneo. Dentre os grandes animais em todo o planeta implicados em ataques aos seres humanos, apenas os tubarões não permitem um “controle” pontual por parte do homem. Tudo isso, com certeza, potencializa nossa insegurança, mas não podemos desconsiderar o lado racional dessa questão. Veja abaixo alguns dados estatísticos comparativos.

Animais selvagens que mais atacam o homem, no planeta:
  • Cobras - 250.000 ataques por ano
  • Crocodilos e jacarés - 2.500 ataques por ano
  • Abelhas - 1.250 ataques por ano
  • Hipopótamos - 400 ataques por ano
  • Elefantes - 250 ataques por ano
  • Leões - 150 ataques por ano
  • Tigres - 120 ataques por ano
  • Tubarões - 80 a 100 ataques por ano
Para cada morte por ataque de tubarão nos EUA, temos:
  • 37 mortes por ataque de cobras
  • 45 mortes por ataque de cachorros
Ataques de cachorros ao homem:
  • EUA - 4,5 milhões de ataques por ano, com 300 mil hospitalizações.
  • Rio ou São Paulo - 150 mil ataques por ano.
Veja abaixo apenas três exemplos recentes de ataques ocorridos no Brasil:

Jacaré mata menina de 11 anos em Rondônia (fevereiro de 2010)
 http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2010/02/08/menina-de-11-anos-morta-por-jacare-em-rondonia-915808588.asp


Criança é morta por pitbull e rotweiller em Goiás (setembro de 2009)
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/05/07/caes-matam-menino-de-nove-anos-em-volta-redonda-755737417.asp



Riscos e Probabilidades de Morte por:
  • Ataque cardíaco = 1 em 300
  • Arma de fogo = 1 em 9 mi
  • Acidente de carro = 1 em 19 mil
  • Afogamento = 1 em 225 mil
  • Raio = 1 em 4 milhões
  • Acidente de avião = 1 em 8 milhões
  • Ataque de cachorro = 1 em 11 milhões
  • Acertar na Mega-Sena = 1 em 50 milhões
  • Ataque de tubarão = 1 em 95 milhões
Ainda que o lado racional possa estar presente, é fato constatar que a visão da nadadeira dorsal de um tubarão na superfície da água ou a simples menção de seu nome costumam causar medo, e até mesmo pânico, provocado simplesmente por sua fama e má reputação. Mas que razões emocionais levam aqueles que NUNCA pisaram em uma praia a temer os tubarões?


Mesmo aqueles que frequentam as praias e sabem (ou pelo menos deveriam saber) que, estatisticamente falando, têm 130 vezes mais chances de morrer dirigindo seu carro até a praia do que ao se aventurar na água após chegar lá, ou 75 vezes mais chances de morrer afogado na praia do que vitimado por um tubarão ou mesmo 15 vezes mais chances de morrer passando embaixo de um inofensivo coqueiro do que por um ataque de tubarão, apresentam comportamento semelhante. E por que isso acontece?


Ter medo de um animal ameaçador é normal. O medo é um componente importante para nossa sobrevivência. No entanto, quando esse medo torna-se desproporcional à ameaça, sem controle, evolui para fobia. E somente a fobia pode explicar tal comportamento irracional. Não é por outra razão que o ataque de tubarão é o segundo perigo natural mais temido na mente humana. Só perde para a morte. Entretanto, o real perigo que os tubarões representam, em especial no litoral brasileiro, não é tão grande e certo como muitos acreditam. Apesar dos ataques de tubarão ocorridos na Grande Recife, uma área única no mundo onde fatores locais específicos aumentam os riscos, e nos últimos cinco anos houve apenas 7 ataques com 2 fatalidades, os tubarões não são “feras assassinas” como é comum imaginar. Longe disso. E falo por experiência própria.


Tenho mergulhado com tubarões ao redor do mundo, incluindo as três espécies “mais perigosas”, com o objetivo de mostrar que é perfeitamente possível interagir de forma amistosa com esses seres fantásticos. Em minhas palestras pelo Brasil, gosto de expor uma comparação que exemplifica a diferença de interação e potencial de risco. Se você passar ao lado de um grande predador, como o crocodilo, o leão ou o tigre, e ele estiver com fome, há 100% de certeza de que ele o verá como uma presa e irá te atacar e te devorar. No entanto, você pode mergulhar com um tubarão sem saber se ele se alimentou nos últimos dias e, com certeza, ele irá te respeitar e não atacará.


Assim como tenho feito, biólogos marinhos e outros profissionais vêm estudando os tubarões nos últimos anos para tentar entender melhor seu comportamento e o porquê dos ocasionais ataques ao homem. Um dos objetivos principais é desmitificar e apagar a errônea imagem de “comedor de homens”, como a que foi imputada na década de 1970 ao tubarão-branco com o lançamento do famoso filme Tubarão, de Steven Spielberg. A partir daí, a fobia espalhou-se pelo mundo. O filme conseguiu, com grande êxito, passar a distorcida idéia de que o tubarão-branco era um animal perverso e sanguinário, que tinha o homem como alvo principal. A imagem da barbatana dorsal do tubarão-branco, como uma foice singrando as águas atrás da próxima e indefesa vítima humana, que inevitavelmente era abocanhada e mastigada pelas imensas mandíbulas abertas com enormes dentes triangulares aparentes, foi tão forte e negativa que os tubarões-brancos passaram a ser considerados inimigos públicos número 1 da sociedade. Foram perseguidos e caçados impiedosamente. Apesar de seu tamanho e força, milhares foram exterminados e a espécie não conseguiu absorver o golpe, declinando mais de 80% nos últimos 30 anos.

Infelizmente, toda essa fobia continua contribuindo para que a sociedade não se preocupe com a matança cruel dos tubarões. Ou pior, forma uma torcida coletiva de fóbicos que acreditam que a solução passa por “limpar as águas infestadas por essa feras”. Atualmente, cerca de 100 milhões de tubarões são capturados e mortos a cada ano em todos os mares, grande parte para obtenção das barbatanas de tubarão. Isso representa uma monumental ameaça à sobrevivência dos tubarões e está levando muitas populações ao declínio vertiginoso. Nesse ritmo de consumo insustentável, algumas espécies serão extintas nos próximos anos. E sem esses guardiões dos mares, teremos um ambiente marinho doente, frágil e com desequilíbrios ambientais imprevisíveis.

O Projeto Tubarões no Brasil (PROTUBA) tem, entre seus grandes objetivos, a tarefa de desmitificar essa imagem sensacionalista e irreal dos tubarões e mostrar que eles exercem um papel crucial na manutenção da saúde e do equilíbrio dos ecossistemas marinhos. Só assim, conseguiremos convencer as pessoas a aceitar que os tubarões são seres marinhos que também merecem e precisam ser preservados, como os golfinhos, baleias e tartarugas.


O Jornal O Globo de hoje (24/02 - Ciência) veicula a excelente matéria “Monstro dos Mares em Perigo”, abordando o declínio na população do tubarão-branco e a pesquisa de comportamento e percepção do consumidor de cação que o Projeto Tubarões no Brasil (PROTUBA) realizou recentemente.


Essa matéria pode ser vista no GLOBO ONLINE através do link abaixo:



Participe do Protuba e ajude a preservar nossos oceanos!


Projeto Tubarões no Brasil (PROTUBA)

Instituto Ecológico Aqualung

Rua do Russel, 300 / 401, Glória, Rio de Janeiro, RJ. 22210-010

Tels: (21) 2558-3428 ou 2558-3429 ou 2556-5030

Fax: (21) 2556-6006 ou 2556-6021

E-mail: instaqua@uol.com.br
Site: http://www.institutoaqualung.com.br/


Visite o site e conheça o trabalho do Protuba - http://www.institutoaqualung.com.br/protuba.html






*Marcelo Szpilman, Biólogo Marinho formado pela UFRJ, com Pós-Graduação Executiva em Meio Ambiente (MBE) pela COPPE/UFRJ, é autor do livro GUIA AQUALUNG DE PEIXES, editado em 1991, de sua versão ampliada em inglês AQUALUNG GUIDE TO FISHES, editado em 1992, do livro SERES MARINHOS PERIGOSOS, editado em 1998/99, do livro PEIXES MARINHOS DO BRASIL, editado em 2000/01, do livro TUBARÕES NO BRASIL, editado em 2004, e de várias matérias e artigos sobre a natureza, ecologia, evolução e fauna marinha publicados nos últimos anos em diversas revistas e jornais e no Informativo do Instituto Aqualung. Atualmente, Marcelo Szpilman é diretor do Instituto Ecológico Aqualung, Editor e Redator do Informativo do citado Instituto, diretor do Projeto Tubarões no Brasil (PROTUBA) e membro da Comissão Científica Nacional (COCIEN) da Confederação Brasileira de Pesca e Desportos Subaquáticos (CBPDS).

Diminui drasticamente a População do Grande Branco

"Há dois anos, um estudo da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) estimou que um terço das 64 espécies de tubarão em todos os oceanos estava ameaçada de extinção. Agora, um novo estudo, feito por pesquisadores da Universidade de Stanford, revela que o Grande Tubarão Branco, o vilão dos filmes de Steven Spielberg, é uma das espécies mais ameaçadas do mundo, tendo atualmente uma população estimada em apenas 3.500 indivíduos - 90% menos que há 20 anos".


Trecho da matéria publicada ontem, pelo O Globo.


Importante: Leia a matéria na íntegra
http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2010/02/23/populacao-do-tubarao-branco-sofre-declinio-915923291.asp
 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

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